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Finasterida: o que é, para que serve e efeitos colaterais

Veja como ela age sobre a causa da queda e quais as respostas baseada em para as dúvidas mais comuns sobre efeitos colaterais.


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Aprovado por

Equipe médica

iconÚltima atualização 8 de julho 2026
Escrito com base em estudos científicos
Tempo de leitura: 5 min
Aviso Importante:

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para queda capilar deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde. ​‍

A finasterida é um dos nomes mais pesquisados por quem começa a perceber o cabelo caindo. Boa parte dessa busca vem carregada de dúvida, porque em torno do medicamento circulam tanto relatos de bons resultados quanto receios sobre efeitos colaterais.

A finasterida é um medicamento aprovado pela Anvisa para o tratamento da alopecia androgenética, o nome técnico da calvície masculina. Ela atua sobre a causa hormonal da queda, e não apenas sobre o sintoma, o que a coloca entre os tratamentos de maior eficácia comprovada para o problema.

Como a finasterida age contra a queda de cabelo

Para entender o medicamento, ajuda entender o que causa a calvície. A queda androgenética está ligada à ação da di-hidrotestosterona, o DHT, um hormônio que age nos receptores dos folículos capilares de quem tem predisposição genética. O DHT provoca a miniaturização progressiva do fio, que vai afinando e enfraquecendo até deixar de crescer.

O DHT é produzido a partir da testosterona por uma enzima chamada 5-alfa-redutase. A finasterida age exatamente nesse ponto: ela inibe essa enzima e reduz a conversão de testosterona em DHT.

Com menos DHT circulando no couro cabeludo, a agressão aos folículos diminui, a queda desacelera e os fios têm condições de voltar a crescer. É por isso que a finasterida é classificada como um bloqueador de DHT, ao lado da dutasterida.

Em quanto tempo a finasterida começa a fazer efeito

Os resultados variam de pessoa para pessoa, e a paciência costuma ser parte importante do tratamento. Nos primeiros três meses, as mudanças ainda não são visíveis, o que é esperado, já que o medicamento age internamente antes de o resultado aparecer no espelho. Entre o quarto e o sexto mês, a queda costuma diminuir de forma perceptível e os primeiros fios novos podem surgir.

O auge do crescimento tende a acontecer entre o sexto e o décimo segundo mês. Depois de um ano, o cabelo ainda pode ganhar densidade por um período adicional.

Um ponto que os estudos deixam claro é a necessidade de continuidade: como a finasterida controla a calvície mas não a cura, os resultados se mantêm enquanto o tratamento é mantido, sempre conforme a orientação médica.

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Como usar e a importância da prescrição

A finasterida é de uso oral e costuma ser tomada uma vez ao dia, com água. Não há estudos que apontem um horário melhor para o efeito, então a recomendação prática é escolher um momento fácil de manter na rotina e usar o medicamento todos os dias, conforme a prescrição. A regularidade importa mais do que o horário em si.

Medicamentos à base de finasterida não são isentos de prescrição, ou seja, exigem receita médica para a compra. Isso não é uma formalidade. O acompanhamento profissional permite ajustar o tratamento ao seu histórico de saúde, avaliar contraindicações e conduzir com segurança a decisão sobre iniciar, manter ou interromper o uso. A automedicação tende a comprometer resultados e a aumentar as chances de efeitos indesejados.

Efeitos colaterais da finasterida

Como todo medicamento, a Finasterida pode causar efeitos colaterais. Segundo a bula e estudos clínicos, os mais comuns incluem redução da libido, disfunção erétil e alterações na qualidade do sêmen. Também podem ocorrer sensibilidade ou aumento das mamas, erupções na pele e, em alguns casos, alterações de humor.

De forma geral, esses efeitos tendem a regredir com a interrupção do tratamento. No entanto, há relatos raros de sintomas que podem persistir mesmo após a suspensão, um ponto ainda em debate na literatura científica.

Se qualquer efeito adverso surgir, o mais importante é conversar com o médico responsável, que poderá avaliar a necessidade de ajustar a dose ou interromper o uso.

Um ponto importante sobre a saúde sexual

A disfunção erétil está entre os efeitos possíveis da finasterida, mas é considerada incomum. Em estudos clínicos com a dose de 1 mg, cerca de 4% dos usuários relataram o sintoma, em comparação com 2% no grupo placebo.

Além disso, há um fenômeno psicológico bem documentado, o efeito nocebo, em que a expectativa de um efeito colateral pode, por si só, desencadear sintomas como dificuldade de ereção. Para quem convive com essa preocupação, vale entender melhor a disfunção erétil de origem psicológica.

Se quiser saber mais sobre difunção erétil e finasterida, esse artigo pode te ajudar.

O que os estudos dizem sobre os principais receios

Muita informação desencontrada circula sobre a finasterida, e vale confrontar os receios mais comuns com o que a ciência mostra.

Testosterona e massa muscular

Ao bloquear a conversão de testosterona em DHT, a finasterida pode levar a um leve aumento da testosterona circulante no início do tratamento, já que esse hormônio deixa de ser convertido.

Isso não se traduz em ganho ou perda de massa muscular. A confusão é comum, mas os estudos não mostram interferência da finasterida no desempenho ou no volume muscular.

Fígado, pressão e peso

A finasterida pode provocar um pequeno aumento temporário das enzimas hepáticas, sem sinais clínicos de lesão no fígado, e os níveis costumam se normalizar por conta própria ao longo do acompanhamento.

Não há influência sobre a pressão arterial e o medicamento não engorda nem emagrece. Qualquer alteração relevante nesses parâmetros deve ser avaliada pelo médico que acompanha o tratamento.

Câncer de próstata

Este é um dos temas mais mal compreendidos. Um estudo de 2003 publicado no NEJM mostrou que homens que tomaram finasterida tiveram cerca de 25% menos risco de desenvolver câncer de próstata, mas observou uma proporção maior de tumores classificados como de alto grau, o que gerou preocupação por muitos anos.

O acompanhamento posterior mudou esse quadro. Uma análise de longo prazo do mesmo grupo, com mediana de 18 anos de seguimento, não encontrou aumento no risco de morte por câncer de próstata entre os usuários de finasterida. Ainda assim, decisões sobre rastreamento de próstata são individuais e devem ser conduzidas com o médico.

Fertilidade

A finasterida isoladamente não altera de forma significativa a qualidade do sêmen na maioria dos casos. O que pode ocorrer é o agravamento de quadros pré-existentes que já comprometem a fertilidade, como a varicocele.

Por isso, homens que têm alguma condição desse tipo e planejam ter filhos podem precisar rever o uso do medicamento com o médico. Na ausência de alterações prévias, o uso em baixas doses não parece reduzir a fertilidade.

O que lembrar

  • A finasterida trata a calvície na origem, reduzindo a produção de DHT, e é um dos tratamentos com maior respaldo científico para a queda androgenética.
  • Seus efeitos colaterais são raros e, na maioria, reversíveis, e boa parte dos receios mais divulgados não se confirma nos estudos de longo prazo.
  • Por agir sobre o equilíbrio hormonal, seu uso exige prescrição e acompanhamento médico contínuo.
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Perguntas Frequentes

Referências
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Zito PM, Bistas KG, Patel P, Syed K. Finasteride. StatPearls. 2024. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK513329/

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Thompson IM, Goodman PJ, Tangen CM, et al. The influence of finasteride on the development of prostate cancer. N Engl J Med. 2003. https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa030660

icon³

Goodman PJ, Tangen CM, Darke AK, et al. Long-term effects of finasteride on prostate cancer mortality. N Engl J Med. 2019. https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc1809961

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Mysore V. Finasteride and sexual side effects. Indian Dermatol Online J. 2012. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3505399/

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Mondaini N, Gontero P, Giubilei G, et al. Finasteride 5 mg and sexual side effects: how many of these are related to a nocebo phenomenon? J Sex Med. 2007. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17919293/

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